quarta-feira, 15 de junho de 2011

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Liberdade e respeito para ser mãe do meu jeito - Blogagem coletiva

   O tema desta blogagem coletiva surgiu porque eu e muitas amigas mães vivenciamos situações em que recebemos julgamentos injustos, na realidade, nem era para recebermos algum julgamento porque “ema ema ema, cada um com seu problema”. 

    Soma-se a isso o fato de sermos mães de primeira viagem: é uma delícia – eu adoro, mas tem quem nos julguem vazias, quase sem conhecimento, sem experiência, sem intuição, sem bom-senso, sem amor suficiente para nossos filhos (é mole!) e se acham no direito de dar a nós o kit com julgamentos e pitacos, ás vezes, com palavras ásperas, ironias, piadas (perdem a amizade, mas não perdem a piada!), risadas sínicas, arrogânia e falta de respeito. Cenário totalmente inapropriado quando uma mãe se esforça para cuidar bem do seu filho. Se quiseres ajudar, deve ser com apoio, ajuda, amor e clara comunicação. Simples, assim. Não é momento para escutar “eu sei mais do que você”; “você ainda não aprendeu isso”; “coitado do seu filho”; “ela é tão inexperiente, não sabe das coisas”; “ela vai sofrer tanto”; “tem que seguir um padrão, a vida é assim” etc, etc... 


     Isso é totalmente diferente quando nos relacionamos com pessoas, independentes de serem mães ou pais, que respeitam nosso jeito, nossa intimidade, compartilham idéias, sonhos e se tornam nossos parceiros na construção da nossa experiência, de quem somos. Eu tive sorte de atrair/encontrar muitas amigas assim desde a gestação, pois aprendi com as dicas e experiências de vocês; sou imensamente grata por me ajudarem a ser MÃE. Entre erros e acertos, desculpem-me a modéstia, eu amo e sou feliz com a mãe que sou! 


     Sobre os “conselheiros inconvenientes”, pitaqueiros, é só a gente dar um “chega prá lá neles”. Outra sugestão é usar os dois ouvidos: entra por uma orelha e sai pela outra; não vamos dar bola para isso. Esta blogagem coletiva tem objetivo de unir mães e pais, gestantes, cuidadores, para dialogarmos sobre a liberdade e respeito de fazermos o que é bom para nossos filhos e nossa família e que não é imprescindível seguir padrões, rótulos porque cada um se adequa à realidade em que vive.


   Para participar da blogagem coletiva, clique aqui para pegar o selinho, deixe seu nome nos comentários para eu colocar na lista dos blogs participantes e publique seu post até sexta-feira.

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      Antes do Erik nascer, eu refleti, planejei e vivenciei algumas coisas priorizando o conforto meu, do Erik e da minha família. Pra quem acha que é imprescindível a mãe dar uma lembrança do nascimento do seu filho para as visitas, eu já comecei a maternidade furando o “esquema” porque isto estava no final da lista de tarefas a fazer até o nascimento. A questão não é falta de capricho, consideração e nem dinheiro, mas sim, o melhor uso do meu tempo, da minha dedicação em meio a tantos afazeres atrasados.


      Na maternidade eu queria curtir, ter liberdade, conforto e intimidade ao máximo com meu filho e por isso eu avisei todos com antecedência (meses antes) que receberia visitas em casa e lá na maternidade só os avós e amigos muito íntimos. Após o parto, ao chegar no apartamento da maternidade percebi que mesmo que eu quisesse mudar de idéia não dava porque a suíte estava quente demais, o ventilador não dava conta de arejar o quarto e o ar condicionado estava quebrado. Em muitos momentos, fiquei somente de sutiã de tão quente que estavam os dias (temperatura por volta de 32º C – verão de fevereiro). Apesar de várias amigas e colegas receberem visitas na maternidade, essa não era minha vontade, do fundo do meu coração e eu sei que não preciso ser igual a elas, e sim, fazer as coisas que vão ao encontro dos meus anseios, do Erik e da minha família.

     Por que quando voltamos para casa eu e o marido não atendíamos ao telefone prontamente? Porque nossa atenção estava voltada ao Erik, assim como na maternidade, para conhecê-lo e satisfazê-lo o melhor possível. Nem nossas próprias necessidades tinham a atenção devida, quem dera termos tempo nas primeiras semanas para contar todas as novidades, várias vezes ao dia, pra todos com quem desejávamos partilhar as experiências. Tínhamos o desejo, mas não o tempo para isso. Aos poucos, fomos atualizando todos à nossa volta, mas quem disse que a minha escolha foi respeitada? Tem quem ainda teima por que eu não deixei de dar atenção ao Erik, a mim, ao meu marido e fui atender todos os telefonemas... não quero que pensem igual a mim, mas respeito o meu jeito de pensar, o que é bom para minha família.

    E a pressão para a alimentação do bebê. Um dos meus sonhos era amamentar o Erik e graças a Deus, eu não tive problemas com isso até agora. Mesmo assim, eu senti a pressão: Você está amamentando seu filho, não é? Você tem que amamentar? Conheço várias mamães, ao vivo e no mundo virtual, que infelizmente tentaram de tudo e não conseguiram ter o leite materno e são mães prestimosas. Também estou sentindo pressão sobre o Erik não ter experimentado mamadeira até agora e sobre a ansiedade e pressa de introduzirem outros alimentos e acabarem com a amamentação exclusiva... Independente dos problemas, cada um sabe o que é melhor na sua realidade de vida e ninguém é dono da verdade absoluta para julgar isso.

    Sobre choro e chupeta. Erik chora pouco, principalmente para pedir leite materno. Independente de teorias da “maternagem”, as quais não conheço quase nada, eu não curto deixar meu filho chorando com uma chupeta no carrinho ou no berço. Não desisto até descobrir o motivo e satisfazer meu filho recém-nascido... a casa, os outros compromissos que esperem kkkkk Eu acredito que a chupeta deve ser dada se o bebê tem muita necessidade de sucção e para acalmá-lo durante choros e crises. Não acho que deve ser dada indiscriminadamente, todo minuto para meu filho não emitir nenhum som que alguns adultos não querem escutar, sabe lá por que...  Enfim, não adianta criticar, maltratar, comprovar científicamente, simplesmente porque penso e quero fazer diferente da maioria do que algumas pessoas estão acostumadas. Todos os pais têm liberdade e direito de serem do jeito que bem entenderem para o bem-estar da sua família.


Leia também o que as outras mamães escreveram sobre a blogagem em:


Glau: http://glauhesofia.blogspot.com/                


11 comentários:

  1. irei fazer a postagem agora mesmo!
    estamos nessa!!!

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  2. Apoiadíssima! Já estou preparando o p meu post para sexta. Bjoooo

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  3. Que ótima iniciativa Ana!! Quero participar, só espero conseguir postar até amanhã. O Gui tá resfriado!
    Beijinhos

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  4. Florzinhas!!!
    Meu post já está publicado!
    Beeeeeijossssss

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  5. Consegui escrever!! To dentro! Gui tá melhor do resfriado e dormiu bem essa noite, graças a Deus!
    Beijos

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  6. Lindo seu post... perfeito...POrque será que as pessoas teimam em se meter. Que falta de respeito não é mesmo...

    Também estou fazendo parte da Blogagem: http://goo.gl/nGqdt

    Beijos

    Karin
    www.mamaeecia.com.br

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  7. Tô junto. Foi difícil, mas saiu!

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  8. Toda mãe que ame o seu filho e que queira o melhor para o mesmo é competente para o exercício da maternidade. É claro que há explicações científicas para muitas coisas que não conhecemos, mas, acredito que o instinto materno é algo tão essencial quanto qualquer saber sobre ser mãe. Parabéns mamães...

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