quarta-feira, 6 de julho de 2011

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Comparação de bebês

Hoje eu vou tocar num daqueles assuntos "meio" (eu acho totalmente) desagradável mas super importante de ser esclarecido: a comparação de bebês!! Na maioria das vezes é inevitável, em poucas nós aprendemos, e em alguns momentos perde-se o chão, o referencial, pior, quando introjeta nos pais a insegurança. Tem pais que são cruéis, sim. Infelizmente. Mas essa é a vida no planeta Terra: cheia de diversidade.


Então, se não concordamos em comparar e alguém insiste, o que fazer para sair dessa saia justa? Se queremos comparar para aprender, para tirar dúvidas, como fazer para não ser inconveniente e/ou exibida? Está errado "mandar passear", "fazer O barraco" se um indivíduo julga que o seu bebê "ainda" não fez, ou "coitadinho", ou "você tem que fazer isso para ele"? Eu acho que não term certo e errado e os pais que decidem quem querem ser entre os pólos dos mais polidos e dos briguentos. O importante é seguir sua intuição, zelar pelo seu bem-estar, dos seus filhos e da família. É isso que nossos filhos esperam de nós: amor, respeito. Cada bebê nesse mundo é singular e isso é os que os torna especiais para os que  o amam. Para mim é fundamental meu filho saber que ele é perfeito do jeito que ele é. 

No livro, o que esperar do primeiro ano, as autores orientam da seguinte forma:

Assim como não existem duas barrigas exatamente iguais, não existem dois bebês exatamente iguais. As normas de desenvolvimento são úteis para comparar seu bebê com uma ampla gama de bebês normais, a fim de avaliar o progresso e identificar qualquer atraso. Mas, comparar seu bebê com o filho de outra pessoa, ou com um mais velho, só pode resultar em muitos medos e frustações desnecessários.

Dois bebês perfeitamente normais podem se desenvolver em diferentes áreas em ritmos completamente diferentes: um pode tomar a dianteira na vocalização e na socialização, outro em proezas físicas, como virar o corpo. As diferenças entre os bebês tornam-se ainda mais acentuadas com o passar do primeiro ano: um bebê pode engatinhar muito cedo, mas só andar aos 15 meses, outro pode nunca aprender a gatinhar mas de repente começa a dar seus passos aos 10 meses. Então, a avaliação que os pais fazem do progresso do filho é muito subjetiva e nem sempre é completamente precisa. Por exemplo: é possível que um pai sequer reconheça os arrulhos frequentes do bebê como o começo da linguagem, enquanto outro pode ouvir um arrulho e jurar que "Ele disse papa".

Dito isso, é mais fácil racionalizar e dizer que comparar bebês não é uma boa idéia, do que realmente parar de comparar ou evitar os que o fazem. Muitos comparadores compulsivos não conseguem se sentar a 3 metros de outra mãe com um bebê num ônibus, na sala de espera do consultório médico ou no parque sem lançar um ataque de perguntas aparentemente inocentes que levam às inevitáveis comparações, por exemplo: "Que bebezinho lindo, já está sentando? Quantos anos ele tem?"

O melhor conselho, se você não consegue mandar um cabal "cuide do seu próprio bebê", é lembrar como estas comparações são insignificantes. Seu filho, como sua barriga antes dele, é unico! Comparar pode ser inevitável, mas competir é totalmente desnecessário e prejudicial. "Você está competindo com ninguém além de você mesmo - tudo o que você pode fazer é buscar o melhor para você e seu filho".

Em outro post quero dialogar com vocês sobre a perversa comparação de mães. Porque "A Mãe" é um dos arquétipos mais fortes da cultura humana: aquele ser abnegado, sempre serena e sorridente, que abre mão de qualquer resquício de individualidade e vontade própria pelo bem da prole. Mesmo em pleno século XXI as pessoas ainda acham que só "A Mãe" sabe / deve / pode cuidar direito da criança. Haja disponibilidade. Ou vocação para santa. 



E aí na sua casa, sua família! Até a próxima!

Fonte: Murkoff, H. et al. O que esperar do primeiro ano. Rio de Janeiro, 2009.


9 comentários:

  1. Show! Adorei o post Ana! É bem por aí mesmo, não há bebês iguais e mesmo assim são perfeitos, não importa se fazem algo mais cedo ou mais tarde! Estou louca para ler esse próximo post sobre "A mãe"
    Beeijos e parabéns!

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  2. Adoreiiiii! É sempre assim, sempre tem uma mãe querendo dizer que o filho dela faz isso e o seu não ou vice-versa. Eu tento não prestar muita atenção nisso e crio minhas filhas da melhor maneira que consigo! Comparar pra que? Eles são totalmente diferentes!
    Beijos

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  3. Rss... Isso é praticamente inevitável! Acho até que nem fazem por maldade mas na procura de trocar informações, salvo aquelas que ditam o que é certo ou errado para essa ou aquela idade rss.. Cada bebê tem seu tempo... Eu mesma faço comparações, mas acredito que nunca fui ofensiva e se fui, por favor, digam-me, porque com toda certeza foi sem maldade nenhuma. Acho que já disse coisas como: Ah, meu bebê também faz isso! Rss..

    Beijos meninas!

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  4. faço minha as palavras da amiga a cima rsrsrs

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  5. Flavi, eu tb já disse e falo muito sobre o q Erik faz...adoooro. Mas como vc disse, para aprendermos, com amigas, sem ofensas...imagina, vc é uma super amiga!
    Para mim vc não foi ofensiva, pelo contrario, tb nao tem muitos preconceitos e cliches, o q a faz suuuper legal.
    O post é para todos os pais se alertarem disso e saber que pode tomar rumos ruins para eles e os filhos e que é importante refletir sobre isso.

    bjssss

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  6. As vezes a gente faz isso sem perceber, eu pelo simples fato de querer mais informações ....agora vou penara duas vezes.....obrigada pelo post...bjus

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  7. Pois é... esse negócio de comparar é um capítulo a parte!!! Além de deixar muitas mamães chateadas ainda pode deixar preocupadas....
    Eu particularmente não curto comparações...acho que cada bebê tem tamanho, peso, habilidades e personalidade diferentes....
    Aprendi a relaxar com as comparações por conta do sono...ficava doida ao ler que alguns bebês dormiam a noite inteira enquanto o meu dormia apenas 1h seguida....daí passei a relaxar e entender melhor o jeito único do Elias.

    :-)

    Só vale comparar quando a gente diz: Nossa, seu filho tão fofo quanto o meu! Néh não?!

    Beijos

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  8. Concordo Sandra. Acho que o caminho é esse mesmo: nossos filhos são únicos, singulares e perfeitos do jeito que eles são. Ou seja, seu filho é tão fofo quanto o meu, como vc disse (adorei).
    bjsss

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  9. Não preciso nem completar, cada bebe é um bebe assim como cada mãe é do seu jeito!!

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