terça-feira, 31 de maio de 2011

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Amamentação - Histórias e Experiências

Olá!
Pegando carona no post de ontem, da Carol, hoje o nosso post coletivo é também sobre AMAMENTAÇÃO. A intenção é passar às futuras mamães um pouco da nossa experiência, na certeza de que informação sobre isso pode salvá-las de apuros e, então, fazer com que possam aproveitar um dos momentos mais sublimes da vida materna. Afinal, amamentar, além de super importante, é uma delícia (mas só depois que vencemos desafios que, às vezes, parecem insuperáveis).

1- Você se preparou, durante a gestação, para a amamentação? Como? Fez diferença?

Tati: Sim. Passando bucha vegetal nos mamilos e não passando hidratante neles durante toda a gestação, para que os mamilos ficassem mais resistentes. No último trimestre, passei a usar Lanidrat nos mamilos à noite. Creio que essas medidas fizeram MUITA diferença. Afinal, em nenhum momento os meus mamilos racharam ou ficaram feridos durante a amamentação.

Cy: Sim. Também passava a bucha vegetal todos dias na hora do banho e ficava também puxando os bicos para fora pois não tinha muito, assim como o meu GO ensinou.

Carol: No começo passava a toalha e pomada nos seios, mas depois de um evento de gestantes, uma pediatra disse que mexesse o menos possivel nos seios, pois assim estimulava o utero a começar as contrações, e assim parei tudo que eu fazia, e fiquei apenas com o banho de sol nos seios. Não adiantou de nada...

Ana: Minha resposta e parecida com a da Tati e Cy. Passei levemente bucha vegetal nos mamilos durante uns 15 segundos em cada no banho e suspendi o uso de hidratante neles durante toda a gestação para que os mamilos ficassem mais resistentes. Meus mamilos não racharam e nem se feriram durante a amamentação. Caso se machuquem, usarei lansinoh. Um fator determinante que me ajudou no preparo e durante a amamentação é ler muito sobre o tema, já que o meu sonho era amamentar meu filho, e entender que a "pega" do neném para amamentar também é muito importante. Então, reuni bastante dicas sobre o que fazer em diversas situações na amamentação para eu me sentir segura e ter vários recursos para resolver os problemas.


2- Você acha que poderia ter feito mais alguma coisa durante a gestação para melhorar a amamentação?

Tati: Sim. Meus mamilos são muito curtos; quase planos. Isso dificulta MUITO a pega do bebê. Creio que eu teria evitado esse problema se, durante a gestação, eu tivesse usado conchas de silicone, que têm a função de "formar" os mamilos. Como não fiz isso, a solução foi, durante o 1.º mês do Miguel, usar bicos de silicone que permitiam que ele abocanhasse corretamente.

Cy: Só conheci as conchas de amamentação depois do parto, infelizmente, se soubesse delas antes poderia ter usado todos os dias na hora de dormir, acho que teria ajudado bastante.

Carol: Depois que a Clarice nasceu que fui ficar sabendo que existiam "tipos" de mamilos, e o meu poderia ter sido preparado para aquele momento, tanto com a concha como com um sutiã proprio para mamilos planos.

Ana: Meu obstetra disse para eu tomar banho de sol e usar a concha de silicone a partir da 32ª semana de gestação. Não fiz nenhuma das duas e ainda bem que não tive problemas, pois ele me orientou corretamente e se tiver outra gestação, farei todo o recomendado.


3- Imediatamente após o parto, você conseguiu amamentar? Como foi a experiência?

Tati: Não. E esse foi o meu grande problema. Imediatamente após o parto, o Miguel foi colocado sobre mim. Sugou. E assim foi durante toda a nossa estada na maternidade e, depois, em casa. Contudo, embora ele sugasse bem e com intervalos curtos, o meu leite não descia. Não se percebia nem sinal de colostro. No 5.º dia, já quase desesperada e complementando (digo complementando porque eu não deixava de oferecer o seio) com Nan, liguei para a minha obstetra, que me indicou que tomasse Plasil (sim; aquele remédio para estômago). Só aí o meu leite desceu no dia seguinte (6.º dia após o parto). Foram longos dias de preocupação, frustração, tristeza.

Cy: Não. Muitas horas depois (no mesmo dia) consegui amamentar, com muita dificuldade, porém saía um pouco de colostro, o leite desceu mesmo no 3° dia.

Carol: Sim, imediatamente, eu tinha muito colostro, e no 3º dia como a pediatra informou o leite surgiu.

Ana: Logo que nasceu, Erik foi para meus braços e imediatamente o posicionei para a amamentação, mas ele não quis sugar ou mamar durante mais de 30 minutos. Nem chorou ao nascer e nesse período queria só olhar e sentir o ambiente. Tanto a pediatra neonatal e meu obstetra me confortaram afirmando que isso é normal. Duas horas depois do parto, no apartamento, Erik chorou, ofereci o seio e eis que apareceu o colostro. Amamentei exclusiva e em livre-demanda numa boa e meu leite desceu no 3º dia.


4- Você teve rachaduras ou outro tipo de problema alguns dias após o parto?

Tati: Não tive rachaduras e nenhum tipo de ferimento. Acho que isso se deve ao uso dos bicos de silicone, principalmente. Meu único problema foi, mesmo, a descida do leite muito tarde.

Cy: Sim. Os seios ficaram um pouco rachados, porém nada tão assustador, uma pomada específica e a concha de amamentação resolveram em pouquíssimos dias.

Carol: Sim, meus seios machucaram muito, sem saber o que fazer continuei usando o sutião que abafou meus seios piorando a situação, com muita dor resolvi usar o bico de silicone que acabou obstruindo meus seios fazendo com que a Clarice emagrecesse.

Ana: Quando acordei no 3º dia após o parto meus seios estavam imensos de tanto leite, talvez umas 5 vezes maior que o tamanho normal. Fiz bastante massagem para evitar empedramento e expressei leite manualmente, algumas vezes por dia. Dois dias, a demanda de leite já estava se ajustando às necessidades do meu filho.


5- Você conseguiu estabelecer a amamentação? Se sim, após quanto tempo?

Tati: Considerando a grande dificuldade que tive, posso considerar que consegui sim estabelecer a amamentação após a 1.ª semana. Mas nunca exclusiva. Como meu leite desceu apenas no 6.º dia, óbvio que até lá o Miguel tomou Nan. Depois disso, ele passou a mamar muito bem, mas (talvez por medo) eu nunca consegui (e nem tentei) tirar a mamadeira de Nan que ele toma antes de dormir. Então ele mama o dia todo, mas à noite - além de mamar - toma Nan.

Cy: Sim. Desde o começo, não fosse o refluxo a amamentação seria exclusiva até os seis meses de idade da Marcela, infelizmente com o problema desde os 3 meses e meio tive que complementar para ganhar peso.

Carol: Ainda não, mas luto para que consiga logo! Devido a obstrução do seio por conta do bico de silicone, o leite diminuiu e tive que dar complemento no copinho, por ser mais facil ela não queria mais mamar no peito, com muita insistencia, e passando o complemento para a mamadeira ela resolveu mamar novamente no peito, mas isso ainda depende muito do dia, tem dias que ela nem pega o peito, ficando apenas com o complemento e tem dias que ela mama maravilhosamente bem.

Ana: Sim, desde que nasceu.


6- Se você pudesse dizer algo sobre amamentação às futuras mamães, o que diria?

Tati: Mamãe, durante o pré-natal, leia muito, converse muito com o obstetra e, acima de tudo, levante hipóteses e faça perguntas específicas e diretas. Exemplo: "O meu mamilo está ok para amamentar ou eu devo tomar algum cuidado, como passar bucha ou usar conchas de silicone?"; "O que eu faço para estimular a minha produção de leite?"; "O que eu faço se, após o parto, o meu leite demorar muito para descer?". Em minha próxima gestação, vou desconfiar se até a 35.ª semana eu não tiver uma gota de colostro. Mais uma dica: Veja se há, na sua cidade, grupos de apoio à amamentação. Estou certa de que eles podem ajudar mais do que os obstetras. Se possível, procure esse grupo durante a gestação. Certamente será útil. Por último: tenea muita paciência para vencer possíveis dificuldades; a recompensa é enorme. Poder amamentar é uma delícia!!!

Cy: O mais importante é se munir de toda informação possível sobre a amamentação, usar a buchinha vegetal nos bicos, não deixar pra última hora as conchas e usar pomadas específicas, isso evitará sofrimento e consequentemente será só felicidade poder dar o que há de melhor para o seu bebê.

Carol: converse com seu obstetra, peça informação, se puder entre em grupo para amamentação eles ajudam muito, e tenha em mente que pode ser um momento dificil, mas que você não pode desistir, e por isso precisa saber como agir nesse momento.

Ana: Tudo o que as amigas disseram acima eu concordo porque é muito importante e fundamental para o sucesso da amamentação. Ficar quase 60% do tempo amamentando, após o parto (duas/três primeiras semanas) é muito exigente, mas para mim foi extremamente satisfatório e prazeroso. Sugiro que converse abertamente com mães que você tenha intimidade para conhecer como são os primeiros dias de amamentação, os sentimentos envolvidos, dicas, técnicas e apoio. Nós voltaremos a tocar neste assunto mais vezes aqui no blog.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

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Prepare-se para a amamentação

Pergunte-me, o que é mais difícil ao se tornar mãe, que eu te respondo, AMAMENTAR!
E sinceramente, não acho que deveria ser assim, não sei por que esse é um assunto não comentado no pré-natal (no meu pelo menos não foi!) imagino que na maioria das novas mamães não é, porque se não, não teríamos tantas mães sofrendo com a amamentação!
Sei que alguns médicos têm medo de tocar nesse assunto e assustar as futuras amamentadoras, minha antiga GO pelo menos era assim! Meu outro GO que era excelente nem tocou no assunto!
É aquela velha história "ninguém me avisou!" mas porque?
Se isso fosse tratado desde do primeiro Pré-Natal, acompanhando, ensinando, ajudando, mostrando logo no início as dificuldades que podem ocorrer e assim já explicando como proceder, muitas não sofreriam tanto.
Eu tive muita dificuldade, mas eu realmente não sabia que o seio machucava, que sangrava, que doía! Lógico que algumas pessoas comentam com a gente durante a gestação, e passamos a ter uma "ideia" de como é, mas nunca é como imaginamos.
Como saberia que existem tipos de mamilos? Mamilo pra mim até então era apenas "mamilo"!
Então, fiquei conhecendo o Mamilo invertido e o Mamilo normal! Ok, o meu não é invertido, então é normal, ledo engano, por que existe mais 1 tipo de mamilo, ou seja, um tipo de não-mamilo, o mamilo plano, quando nem é grande e nem é pra dentro, e para minha surpresa que esse era o meu!
Se o médico no meu pré-natal, tivesse me avisado, visto o meu tipo de seio, já saberia que esse mamilo traria dificuldades na amamentação, teria me explicado, me avisado, e assim, não teria passado tanta dificuldade.
Então deixo esse aviso para as futuras mamães, peçam para seus obstetras lhe informarem logo o que você pode fazer desde já para facilitar na mamada, e o que você pode fazer quando estiver amamentando e surgir as dificuldades.
Existem as mamães sortudas que nunca tiveram problema na hora de amamentar, mas saibam, que a maioria das mamães, tem dificuldades, e se vêem perdidas nessa hora, então, o que custa se manter informada logo de agora?

Para facilitar as coisas, coloco as imagens dos 3 tipos de mamilos:

Mamilo Protruso: mamilo normal, elástico, de fácil pega e sucção, ideal para amamentar, o semi-protruso é menor que o Protruso, mas também fácil de amamentar.

Mamilo Plano: Situa-se no mesmo nível da aréola, pouco elástico, dificultando a pega e sucção. Neste caso a pega faz-se manualmente.

Mamilo invertido: invertido Inversão total do mamilo, ocasionando seu desaparecimento. É de difícil pega e sucção, exigindo da mulher muita paciência.
Lembrando que todos os tipos de mamilos DÃO PARA AMAMENTAR, por favor futuras mamães, a única coisa que quero com essa postagem é que vocês não precisem sofrer na hora de amamentar, pois quando sabemos que algo pode acontecer, lidamos com mais calma, e é somente disso que se precisa nesse momento.

O tipo de seio não atrapalha na amamentação!
Alguns tipos:

Existem técnicas que você pode executar caso seu mamilo não seja o melhor para a amamentação, converse com seu GO, e esteja preparada para dar ao seu bebê o melhor alimento que ele pode ter, o leite materno.
Fontes: Gestante Saudável e Mamas e Mamilos


sábado, 28 de maio de 2011

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Gravidez Ectópica

Olá, pessoal,
O texto de hoje é de uma convidada: Raquel Melo (cunhada e amiga querida da Tati), que há cerca de 1 ano e meio sofeu um aborto por conta de uma gravidez ectópica e, hoje, espera confiante e ansiosamente o seu milagre.
Obrigada, Raquel, por contar a sua história em nosso blog. Certamente será de grande valia para a blogosfera materna. Estamos torcendo para que o seu abençoado positivo chegue rapidinho! E aí você terá uma linda e nova história para compartilhar conosco!
Um beijo,
As mamães!

Bom, nunca pensei que fosse escrever sobre esse pedacinho da minha vida, e muito menos divulgá-lo em um blog para acesso de todos. Mas, como minha querida amiga e cunhada pensou em mim, pensei que seria um momento legal para participar de algo tão sério, tão gostoso, tão responsável e principalmente para trazer assuntos tão importantes para as mamãezonas de plantão e para aquelas que sonham ser mães.

A minha pequena jornada de ser mamãe durou pouquinho, bem pouquinho mesmo. Tudo aconteceu em dezembro de 2009. Casei-me em maio de 2009, e a vontade do meu marido era ter um filhinho(a) logo após o casório. Ele é doido por crianças e não tinha outro sonho a não ser o de ser papai bem rápido. Foi quando, então, passados alguns meses de casório, aconteceu: O Positivo! O mais engraçado é que um belo dia eu acordei e, sem contar pra ninguém, absolutamente ninguém (nem pro marido), eu resolvi fazer um teste de farmácia, e lá fui eu (rsrsrsrs). Essa parte é realmente engraçada, pois eu já havia feito teste outras vezes, então na minha cabeça também era talvez apenas mais um, mas não é que não foi? Estavam lá as duas marquinhas vermelhas. Foi o tempo apenas de tocar no líquido, foi muitoooo rápido, fiquei até pensando se tinha dado certo mesmo. Mesmo assim, resolvi então fazer de novo. Vai que eu estava variando... (rsrsrsrs). Contudo, no dia seguinte, estavam lá as duas marquinhas, pra não ter mais nenhuma dúvida. 

Mas, com medo de estar mais uma vez equivocada, claro que no outro dia, sozinha, mais uma vez sem ninguém saber, lá fui eu ao laboratório fazer o tal exame de sangue. E no dia em que saiu o resultado, fiquei apreensiva, com um medinho, mais fui lá, firme e forte, e o resultado? POSITIVOOO!!! 

É agora não tinha mais jeito, tinha de contar pro mundo todo. Não sabia se ria ou chorava. Mas contar pra quem se eu estava sozinha? rsrsrs - "Não. Melhor não. Acho que é tão cedo, que é melhor contar somente para quem é muito pertinho da gente (marido, pai, mãe, irmãos)". E bem que eu tinha razão. Não sei explicar e nem descrever pra ninguém o meu sentimento nessas 2 semanas, pois recebi os parabéns das pessoas para as quais contei, meu marido ficou estático, entusiasmado, feliz. E eu... um pouco estranha. Ficava querendo saber se era de verdade, um pouco sem entender... E o que eu mais desejava de verdade era ir a um médico pra poder ver mesmo o que o exame detectou. Acontece que pra isso eu teria de marcar uma consulta pra começar todos os preparativos dessa nova história.

Porém, infelizmente, 2 semanas após a descoberta de uma nova história, ela teve de ser interrompida. 

Acordei, como todos os dias, às 06h, fiz o que tinha de fazer e esperei minha cunhada e meu irmão para ir trabalhar. Nesse tempo em que fiquei na espera, senti uma dorzinha de cólica, porém não era uma dorzinha normal, era algo diferente. Fiquei deitadinha na minha cama e contei para o meu marido, que apenas disse que deveria ser uma cólica intestinal, de algo que eu deveria ter comido. Porém também sabia que não era. Meu coração dizia que algo de estranho estava acontecendo; sentia que no fundo eu não estava mesmo era passando bem. E foi exatamente o que pensei.

Quando minha cunhada e meu irmão chegaram, eu não tive condições de ir. A dorzinha tinha se transformado em uma dorzão, mas uma dor tão grande e tão insuportável que parecia que não cabia dentro de mim. E a única coisa que eu sabia fazer era chorar, chorar e chorar muitoooo. 

Correram comigo pro hospital e rapidamente fui atendida pela minha médica. Ela logo pediu um ultrassom, e somente pelos cuidados que as pessoas estavam tendo comigo, de não poder nem ficar sentada, somente deitada, já percebi que era preocupante. 

Bom, na sala de ultrassom, o médico falou, falou e não entendi quase nada. Usou uns nomes que jamais tinha escutado, mas óbvio que era totalmente entendido que o nome “gravidez ectópica” era perda do neném. Acho que pior que perda. Eu tinha que retirar aquele mini embriãozinho que mal tinha se ajeitado dentro de mim... e junto dele uma das minhas trompas, onde ele estava alojado. 

Fazer o que, né? Deus sabe o que faz e com toda certeza é porque aquele não era o momento de me tornar Mamãe. Fiz uma cirurgia às pressas, mas de muito sucesso. Pra quem não sabe, vale à pena aprender um pouquinho de algo que era tão distante da minha vida e que só aprendi quando passei pela situação. O que é gravidez ectópica? http://brasil.babycenter.com/pregnancy/perdas/ectopica/

Bom, só pra finalizar, é muito triste perder alguém que fará parte da sua história, porém foi tão rápido, tudo tão louco, que não deu tempo pra sentir a dor da perda. Talvez hoje eu sofra mais, por pensar que poderia estar com um nenenzinho de quase 1 ano e meio já. Mas tenho esperanças e fé de que o que é meu está guardado. E logo chegará para fazer parte dessa minha linda família e história de vida.

Raquel Barcelos e Melo Daves



sexta-feira, 27 de maio de 2011

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A volta ao trabalho e a escolha da Escola

Quando se decide por voltar ao trabalho após a licença maternidade, há de se ter certeza de que nada será como antes: haverá, mais do que nunca - uma urgência para se voltar para casa, haverá medos de que o bebê pare de mamar ou que ele durma tão logo você chegue, de forma que você não possa curti-lo, haverá - principalmente - a preocupação quanto ao bem-estar do bebê na sua ausência. E é sobre esse último aspecto que quero falar neste post.

A princípio, é necessário decidir com quem o bebê vai ficar: avó, babá, escola ou creche, etc. Há pontos positivos e negativos em cada uma das escolhas, como tudo na vida. Vou me ater, então, a falar sobre a minha decisão; a de matricular o Miguel numa escola.



A meu ver, como mãe e como psicopedagoga, escola é o lugar ideal para a criança, pois é onde ela receberá mais estímulos para o desenvolvimento, principalmente por conta da socialização. O contato com outras crianças, com um ambiente lúdico e com profissionais preparados para educar são de grande valia!

Mas como escolher essa escola? Como ter certeza de deixar o seu bem mais precioso num local adequadíssimo, onde haverá - de fato - carinho, segurança e muito estímulo, para que o pequeno se desenvolva feliz?

Certamente não há uma receita prontinha. Tudo vai variar de acordo com a necesidade (e com as possibilidades financeiras, claro) de cada família. Mesmo assim, vou me atrever aqui a falar de tudo (ou quase tudo) em que eu prestei atenção ao escolher a escola do meu filho.

Há algum tempo, conversando sobre isso com a querida Bruna, mamãe do Pedrinho, recebi dela um e-mail com dicas preciosas. Juntei essas dicas às minhas preocupações e criei um Check List que levei a todas as escolas que visitei, até encontrar o local ideal. Peço licença a Bruna, que TANTO me ajudou, e apresento a vocês esse Check List que, espero, pode ajudar muito a quem decidir deixar o baby em escola / berçário / creche.

1- Número de cuidadoras por bebê
Há uma regulamentação que diz que a partir de 7 bebês a cuidadora deve ter uma auxiliar. Isso é ABSURDO. Óbvio que os bebês ficarão chorando! O ideal é que haja ao menos 1 cuidadora para cada 2 bebês. Eu procurei muito, mas encontrei - na escola do Miguel - 2 cuidadoras para 3 bebês. Excelente!

2- Berços individuais
Básico, mas não é assim em toda escola. O berço individual, além de obviamente mais higiênico, possibilita que a mãe o enfeite com a carinha de casa e do bebê. Isso dará segurança ao pequeno.

3- Roupas de cama de casa
Pode parecer um trabalho a mais para a mãe, mas o cheirinho de casa é muito importante para o bebê. Ele ficará mais seguro e confortável.

4- Rotina do berçário
É imprescindível que haja um cronograma diário de atividades e que você, mãe, tenha acesso a ele. É a garantia de que seu bebê será realmente estimulado para o desenvolvimento e não ficará no bercinho o dia todo. É importante, também, que esse cronograma seja reajustado conforme a necessidade de cada bebê. Afinal, levar um bebê com sono para a salinha de psicomotricidade não vai adiantar nada!

5- Banheiras individuais
O ideal é que haja uma banheira só para o seu bebê e que ela seja limpa com álcool 70% a cada banho. Banheira não é algo que deve ser compartilhado!

6- Banheiros exclusivos para crianças (adaptados com vasos baixos), facilitando o desfralde.
Repare, também, se o banheiro está impecável e cheirosinho. Higiene é fundamental.

7- Incentivo ao desfralde
Pergunte se eles ajudam. A resposta deve ser: "Sim. Isso tem de ser feito em parceria entre escola e família. Temos de respeitar o tempo de cada criança, mas a partir de 1 ano e meio - no máximo - já começamos a incentivar."

8- Formação das cuidadoras
O que acontece na maioria das escolas é que a proprietária é alguém de excelente nível cultural, mas o mesmo não ocorre com as cuidadoras. Daí que é também com elas (e não somente com você) que seu bebê vai aprender a falar, a ter bons hábitos, a se alimentar adequadamente, etc. Você precisa conhecer e aprovar essas pessoas. O ideal é que sejam pedagogas. Se não for possível, avalie o nível cultural, os hábitos, o modo como falam. Na escola do Miguel, as proprietárias é que cuidam do berçário: uma pedagoga, uma nutricionista (que ficam full time com os bebês) e uma psicóloga (responsável pela hora do conto e pelas atividades de musicalização).

9- Área exclusiva para o berçário
Crianças maiores não devem ter acesso por questões de higiene, segurança e até porque doenças simples são diferentes para cada faixa etária.

10- Geladeira organizada
O ideal é que lhe mostrem a geladeira. Se não o fizerem, peça para ver. Repare se todos os alimentos estão identificados e se não há, por exemplo, iogurtes abertos, mamadeiras com resto de leite, frutas cortadas e não embaladas. Alimentos abertos contaminam os demais. Resto de leite não deve ser guardado. Questão de higiene e segurança.

11- Pertences identificados
Os pertences de cada criança devem ser identificados (leite, produtos de higiene). As embalagens vazias devem ser enviadas para casa, para que a mãe veja que acabou e reponha.

12- Crianças em atividade
Ao entrar nas salinhas, veja se as crianças não estão ociosas. Além de desmotivador, isso não incentiva o desenvolvimento.

13- Claridade e decoração
Repare se a escola é clarinha, bem iluminada e arejada e se as paredes são decoradas com motivos infantis e trabalhinhos feitos pela criança. Um ambiente lúdico é muito importante!

14- Regulamentação
Na secretaria,  pergunte sobre a regulamentação da escola e a qual delegacia de ensino ela pertence. Depois vá à delegacia e veja se a escola é fiscalizada regularmente e se não há queixas contra ela.

15- Segurança
Veja se qualquer pessoa (visitantes, por exemplo) tem acesso às crianças. O ideal é que não tenha (abro parêntesis para contar que, antes, eu achava que boa era a escola que atendia visitantes a qualquer hora do dia. Mudei de opinião. Por questão de segurança, o melhor é que as visitas sejam agendadas, de preferência em horários de menos movimentos. Por exemplo, ao final do dia, quando há poucas crianças na escola. Por um lado, vc não vai ver a escola em funcionamento de fato. Por outro, a segurança de seu filho estará garantida. A escola do Miguel só atende a visitantes após as 18h. Contudo, depois de me conhecerem, disseram que posso passar por lá qualquer dia para ver a escola em funcionamento normal, durante o dia, e me convidaram para a festa junina que acontecerá no mês que vem. Ou seja, percebi que a preocupação deles é mesmo com a segurança e não com esconder o real funcionamento da escola). Veja como é feita a saída das crianças (da mesma maneira, o ideal é que as crianças sejam levadas até a porta e que os pais a esperem lá, do lado de fora. Além disso, veja se a escola só entrega a crianças a quem a mãe autorizou. Na escola do Miguel, eu devo apresentar a eles pessoalmente e deixar cópias de documentos das pessoas que podem pegá-lo. Caso contrário, eles não entregam nem se eu ligar e pedir.).

16- Higiene
Em toda a escola, repare se há lixeiras fechadas, mas de fácil acesso para as crianças, e se corredores, salas de aula, brinquedos, chão onde os bebês brincam, mobília, pátio e cozinha estão impecáveis.

17- Acesso à escola
Avalie a possibilidade de matricular o seu filho numa escola próxima à sua casa, ao seu trabalho ou no caminho entre esses dois lugares. Isso facilitará a logística! Eu optei por matricular o Miguel próximo à minha casa por dois motivos: primeiro para evitar submetê-lo ao stress do trânsito todos os dias, na ida e na volta. Segundo porque minha mãe e minha sogra moram bem pertinho da escola e, no caso de uma emergência, chegarão mais rápido do que se eu tivesse de pegá-lo próximo ao trabalho.

18- Crianças com febre
Veja se a escola aceita crianças com febre. O ideal é que NÃO aceite; que peça aos pais que não levem crianças doentes para a escola. Por um lado, é ruim porque você terá de ter um plano B para os dias em que seu pequeno estiver dodói. Por outro lado, essa medida garante que ele ficará dodói muito menos! E isso conta muitíssimo.

19- Horário / Calendário da escola
Algumas escolas funcionam durante todo o ano e em horário bastantes flexível (até de 6h30 as 20h). Outras funcionam de 7h30 as 18h ou 18h30 e fecham em época de férias escolares. É bom que você esteja ciente disso antes de fazer a matrícula do seu filho.

20- Seu coração
As dicas acima são - a meu ver - importantes. Mas esta é a mais importante de todas: SIGA O SEU CORAÇÃO. Certamente ele vai lhe indicar a melhor opção. Confie. Coração de mãe não se engana!

Espero ter ajudado.

Ahh não se esqueçam de colaborar com o meu post da próxima semana. A contribuição de cada uma de vocês será preciosa!

Beijosss,

quarta-feira, 25 de maio de 2011

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Post sobre Fraldas - Colabore também!

Olá, mamães!

Recebemos a sugestão de fazer um post sobre fraldas, já que é um assunto que rende dúvidas, controvérsias e muita discussão, especialmente para as mamães de primeira viagem.

Vou cuidar de fazer esse post, mas queria muito a colaboração de vocês, para transformarmos a postagem num dossiê bem completinho, com o máximo possível de marcas / modelos de fraldas. Vou falar sobre todos os modelos da Pampers, da Turma da Mônica, da Huggies e da Johnson's. Você testou alguma outra marca? Se sim, mande seu texto para o e-mail do blog (demaesparamaes@gmail.com), por favor, no seguinte modelo:

Marca:
Modelo:
Pontos positivos:
Pontos negativos:
Balanço geral: (vc recomenda? vale a pena comprar?)

Ahhh quem testou fraldas de pano pode mandar e-mail também, hein?

Aguadaremos o e-mail de vocês até quarta-feira da semana que vem, dia 01/06, ok?

Conto com vocês!

Obrigada.
Beijossss
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CHUPETA: Dicas de odontopediatria preventiva


Hoje vou contar dicas que recebi de odontopediatria preventiva no curso de gestantes que fiz ano passado. Começarei contando algumas maneiras de introduzir a chupeta junto com a minha opinião sobre o que já pratiquei e o que eu não consegui fazer.

ENQUETE:
No final do post, respondam nos comentário se o seu filho usa ou não usa chupeta e a idade dele enquanto usa ou usava. Na semana que vem, farei um post com os resultados dessa enquete. Participe e contribua com sua experiência.


A chupeta pode ser usada quando a criança chupa dedo, desde que a mãe saiba o momento e maneira certa de oferecer e tirar. Deve ser usado somente para ajudá-la a pegar no sono, insistindo em colocar o dedo na boca ou quando estiver muito impaciente.
Não oferecer em situações nas quais ela necessite de atenção e cuidado (quando ela tem uma decepção e leva um tombo, por exemplo). Porque se a criança associar a chupeta com afeto, cria a necessidade dela para se expressar, para lidar com o mundo, o que explica o fato de crianças maiores não conseguirem se desvencilhar deste hábito.
Outro erro grave é molhar a chupeta com mel, leite ou açúcar. Esses hábitos, entre outros inconvenientes alimentares, podem causar cáries nos dentes, e é claro que a odontopediatra vai reforçar isso.
Quando oferecem chupeta para a criança em resposta a uma simples reclamação podem estar mascarando algum problema ou desconforto como raiva, fome, cansaço, angústia ou até mesmo dor, o que na maioria das vezes ele esta tentando comunicar isso a você. Como a chupeta não resolve, seu uso deve ser controlado. Eu tenho esta consciência, mas tenho medo de quem ficar cuidando do Erik enquanto eu trabalho, não pense assim.
A maioria dos pais devem ter ouvido falar dos malefícios causados pelo uso excessivo da chupeta, mesmo assim preferem mais os benefícios do que o uso traz para suas próprias vidas. Infelizmente, alguns pais e cuidadores em geral, transformam a chupeta em um vício: eles a usam para calar a criança e mantê-la quieta. Neste caso, será que chupeta acalma o bebê ou os pais, livrando-os do incômodo choro naquele momento?
Caso seu filho não perca o hábito espontaneamente até 1 ano de idade, inicie a diminuição do uso para não prejudicar a dentição nem causar possíveis seqüelas psicológicas, pois o uso ideal não deve ultrapassar um ano e meio de idade.

Exercício para fazer a troca da sucção do dedo pela chupeta:

Após a mamada, o bebê poderá sentir falta do ato de sucção, levando-o a criar hábitos de compensação chupando o dedo. É neste momento que a chupeta demonstra sua importância, pois é usada para satisfazer a necessidade de sucção do bebê, apenas. Ao término da mamada, ainda no colo, a chupeta deverá ser introduzida lentamente, colocando-se o bico em contato com os lábios da criança para que seja umedecido e, com toques leves, estimular o reflexo de sucção. A chupeta deverá ser puxada um pouco para trás da boca do bebê de 8 a 10 vezes, e assim, estimular o trabalho e o cansaço muscular. Dessa maneira, o bebê satisfeito, tanto pela sucção quanto pelo aconchego materno, deixará a chupeta e dormirá de boca fechada. Eu faço o exercício de puxar umas 2 vezes por dia e aos poucos pretendo aumentar.
A odontopediatra recomenda o uso de chupetas ortodônticas, de silicone por permitir fácil higienização e o tamanho deve ser adequado à idade da criança.
No início da troca, o bebê tem dificuldade para manter a chupeta na boca por conta de sua própria imaturidade motora oral (a maioria de nós sabemos muito bem disso ;-)). Este fato leva as mães à desistirem do seu uso. Mas, a profissional e mãe também, diz que as mães não devem se desesperar quando não conseguir imediatamente fazer a troca do dedo pela chupeta, pois isso demanda tempo (e quanto tempo, não!), persistência e muita segurança.

Eu tento e espero seguir estas regras. Estou me esforçando. Não é fácil e realmente requer muita persistência e paciência. Mamães, não se sintam mal se não conseguirem aplicar estes passo-a-passos. Penso que se eu e meu filho não conseguirmos realizarmos todas com êxito, nós dois tentamos respeitando nosso ritmo. Além disso, conheço tantas pessoas que usaram chupeta por tantos anos e tiveram a sorte de não ter problemas e conseqüências na arcada dentária e nos dentes, nem precisaram usar aparelho ortodôntico para correções. Mesmo assim, vale a pena tentar e prevenir.
Na semana que vem contarei como abandonar os hábitos de sucção: chupeta, mamadeira, sucção do dedo... e o resultado da enquete.


terça-feira, 24 de maio de 2011

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Dicas das mães - enxoval

Hoje a postagem será feita por todas as autoras do blog. Daremos dicas para futuras mamães sobre o enxoval. Cada uma de nós responderá com dois itens e explicará o motivo da resposta. Lembrando que cada família exige um enxoval diferente, de acordo com suas exigências, preferências e com a rotina do dia-a-dia.

1.ª- O que você comprou que foi super útil?
Carol – a almofada de amamentação: Não me vejo sem ela, é super prático, e muito mais confortável para amamentar.
Carol - Sling: sou totalmente dependente dele, além de ser pratico é um sonífero para a Clarice.

Ana - bebê-conforto: Uso desde a saída da maternidade, nas casas dos parentes e das visitas, nos restaurantes e em vários lugares é onde Erik dorme, brinca e descansa. Detalhe: o modelo do meu bebê-conforto tem o fundo arredondado e fica como um balanço, mas isso deve ser sempre supervisionado por um adulto para evitar acidentes.
Ana: - conchas de silicone: Prepara o mamilo para a amamentação, hidrata, protege e ainda evita vazamentos de leite na roupa.

Tati - bouncer (cadeira de atividade "Minha Infância", da Fisher Price): além de linda, ela é muito útil para brincar, para dormir (possui vibrações relaxantes), para estimular a coordenação olhos-mãos, para tomar o banho de sol, para entreter enquanto mamãe prepara o almoço ou toma banho, para - logo logo - dar papinhas e frutinhas, etc. etc. Miguel usa muito e, o melhor, vai usar por muito tempo, pois esse modelo vira uma cadeirinha de balanço para crianças até a idade pré-escolar. Recomendo!
Tati - um bom kit de higiene, com garrafa térmica: confesso que, quando comprei, foi porque era bonitinho. Me encantei por um determinado modelo de acrílico com vime branco e achei que aquilo ficaria lindo sobre a cômoda. Hoje eu não viveria sem ele. Toda mamãe sabe que o melhor modo de limpar o bebê a cada troca de fraldas é com aguinha morna e algodão. Daí que ter uma garrafa térmica com a água quentinha o dia todo e o potinho com algodão ao lado facilita MUITO. Acho indispensável. (Indispensável ao menos para as mamães que não moram em Fortaleza, né, Carol? rs - Logo abaixo vocês, queridas leitoras, entenderão esse comentário.)

Cy - Sling: Nossa, como me é útil o sling! Uso para cima e para baixo...Como estou sempre sozinha o dia todo, para ir ao pediatra, ao médico, à farmácia, ao mercado, pra qualquer lugar lá estamos nós duas agarradinhas no sling, é ótimo pois fico com as mãos livres.
Cy - Conchas de silicone:  No começo foram de grande utilidade, pois meus seios vazavam dia e noite, além de ter sido a salvação da lavoura para os bicos machucados do início da amamentação, pois além de impedirem que os mesmos entrassem em contato com a roupa, o leite que ia se armazenando hidratava as rachaduras.

2.ª- O que você comprou que não foi útil?
Carol - Talco: me pergunto até hoje porque o talco esta nas listas de enxoval, não se usa mais isso, o meu esta lá, novinho sem uso.
Carol - Garrafa Térmica: aqui em Fortaleza é muito quente, e ficar usando água quente na Clarice era maldade, hoje uso apenas água da torneira, fria mesmo, faz o mesmo papel além de refrescar.

Ana - Absorvente para seios: comprei achando que as conchas de silicone iriam me incomodar e aconteceu o contrário. Usei apenas uma vez o absorvente e não gostei; me adaptei tão bem com as conchas de silicone que só as tiro para dormir.
Ana - Mosquiteiro: Uso como enfeite do berço apenas ;-)

Tati - Macacões e calças com bainha dobrável (podem ser usados com os pezinhos para fora - com calçados, ou com os pezinhos para dentro - como os tradicionais modelos para bebê): só é possível usar com os pezinhos para fora, pois com a bainha dobrada incomoda MUITO. O Miguel ficava com o pezinho atravessado na roupa (fora de onde, de fato, deveriam ficar os pés). Como o pé dele não é lá muito pequenininho, os dedinhos ficavam dobrados, como se estivesse com um sapato apertado. Muito desconfortável. Recomendo comprar calças e macacões fechados e/ou abertos. Esses reversíveis são péssimos.
Tati - Condicionador de cabelos para bebê (Granado): Miguel tem MUITO cabelo, mas cabelo de bebê é fininho. Condicionador deixa oleoso. Não creio que seja necessário nem para bebês com cabelos crespos (alguma mamãe com conhecimento de causa pode endossar ou refutar essa minha fala?), pois bebês têm cabelos MUITO bem hidratados.

Cy -  Mosquiteiro: Ao contrário da Ana, aqui nem de enfeite serviu...rs
Cy - Poltrona de amamentação: Bom, pelo menos para mim que só levo minha filha no quarto à turismo, eu amamento em qualquer lugar com a almofada de amamentação, utilíssima.

3.ª- O que você não comprou e precisou comprar?
Carol - Concha para os seios: além de ter sido muito difícil de encontrar, eu precisei urgentemente, se tivesse comprado antes teria me ajudado muito, pois auxilia de mais na amamentação.
Carol - mamadeira: apesar de bater o pé, tive que ceder, recomendo que compre mesmo que não use agora, e fique para mais tarde quando o bebe ficar maior e for tomar suco, água...

Ana - Pára-sol de carro: evita do bebê ficar vermelho, incomodado com a claridade e o sol forte no corpo.
Ana - Mordedor: o bebê brinca, desenvolve coordenação motora, satisfaz a necessidade de morder e também alivia a gengiva quando os dentes começarem a crescer.

Tati - chupetas: Miguel já nasceu com uma necessidade de sucção gigantesca. Com 1 dia já localizava os dedos (e os colocava na boca) ou queria ficar, literalmente, pendurado nos meus seios, mesmo sem mamar. Eu passei 10 dias sem conseguir nem tomar banho direito, pois ele não saía do meu peito. E eu via que não estava mamando (tanto que engordou pouquíssimo nesse período). A chupeta melhorou MUITO a nossa vida. E olha que eu era absolutamente contra!
Tati - fraldinhas tamanho RN: exceto se seu bebê nascer com mais de 4kg, aconselho que se compre ao menos alguns pacotes, para as primeiras 2 ou 3 semanas. Eu usei no Miguel durante 1 mês (Pampers New Baby veste até 4,5kg: PERFEITAAAA). Eu tinha apenas 1 pacotinho pequeno. Percebi que era mto mais confortável para ele e comprei mais. Ainda que as fraldas P caibam, as RN ficam muito mais confortáveis para os pequeninos. Há de se considerar que, na sua barriga, ele não usava nada. Nada mais justo que, nos primeiros dias, vesti-lo com algo feito especialmente para o tamanho dele, que lhe garanta muito conforto.

Cy - Chupetas: Ela adorava e acalmava demais...Só que agora ela não pega mais, trocou pelos dedinhos.
Cy -Travesseiro Antirefluxo: O refluxo passou por aqui. É muito útil para ficar embaixo do colchão do berço, o bebê fica inclinado evitando que se engasgue com o refluxo.

4.ª - O que você não comprou e não se arrepende?
Carol - Luvinhas: a única que temos foi suficiente para usar na maternidade e só.
Carol - absorvente de seio: nunca precisei.

Ana - Tinta para pintar o quarto: A princípio eu queria pintar o quarto ou uma das paredes de azul, adoro! Mas, como a cor da parede do quarto é areia, eu o decorei com cortina, kit berço, mosquiteiro, puxadores coloridos na cômoda e armários, sofá e fotos de modo que formasse um ambiente colorido, tranquilo e que não fosse tão estimulante para um recém-nascido. Com o passar do tempo, das necessidades de desenvolvimento do Erik, vou decorando com as preferências dele.
Ana - Protetor de bebê ou rolinhos para o bebê deitar: Erik não teve problemas com engasgo, refluxo e não foi necessário.

Tati - Cueiros: Antigamente, eles eram usados para enrolar os bebês ou eram colocados embaixo de mantas, pois estas não deveriam ter contato com a pele do bebê para não provocar alergia. Estão em praticamente todas as listas de enxoval. Não comprei porque achei inútil. E não senti falta alguma. Se a mamãe tem boas mantinhas, pode fazer até o famoso rolinho com elas. E se elas são boas, não darão alergia, certo?
Tati - Blusinhas modelo pagão: Elas deixam as costas e até a barriguinha do bebê de fora, pois sobem. No enxoval do Miguel, dei preferência a body e não me arrependi.

Cy - Rolinho de bebê: Desnecessário, Marcela ficou muito bem sem ele.
Cy - Cerveja preta, canjica (etc): Mito. Dizem que ingerir esses alimentos é útil para que o leite desça, porém nada disso foi necessário, quando o leite desceu foi aos montes e nada mais foi preciso do que beber muita água para que isso acontecesse.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

12

O furo do bico da mamadeira


Mamadeiras ñ estavam na lista do enxoval da Clarice, eu sempre levantei a bandeira “DIGA NÃO A MAMADEIRA” até cair por terra...
Então me vi perdida, sem mamadeira e pensando, que mamadeira comprar?
Perguntei ao meu melhor amigo Sr Google, e ele só soube me responder marcas de mamadeiras, então em uma pesquisa avançada na “bula” de uma mamadeira que ganhei, descobri alguns segredinhos, que na verdade o que importa é o furo do bico da mamadeira.
Marca é bom sim, se puder comprar a melhor, existem vários tipos, anti-cólica, anti-refluxo, anti-vazamento, anti-stress (ta essa inventei)

Mas o que se deve observar no furo da mamadeira?
Para bebês até 3 meses, o melhor furo é o menorzinho, aquele que eles precisam fazer força para sair o leite, mas é bom prestar atenção, se você notar que seu bebê demora muito para terminar, o furo deve estar muito pequeno, ele deve estar fazendo muita força para pouco leite, influencia também na hora de fechar a mamadeira, quanto mais frouxa, mais rápido o fluxo, quanto mais apertada, mais lento o fluxo.
Para bebês maiores o furo pode continuar pequeno, o bico da mamadeira pode aumentar, e para bebês que já se alimentam, o furo do bico pode ser maiorzinho.
Quando você compra a mamadeira procure ver para qual idade ela é, eu nem imaginava que mamadeira tinha que ser específica para idade.
Para bebês que tem refluxo, e precisam de leite artificial AR (anti refluxo), ele é mais grosso, e o furo da mamadeira precisa ser um furo especial, no formato de um T, esse mesmo furo serve para bebês que estão entrando no alimento, para tomarem líquidos mais grossos.
Quando o bebê estiver tomando o leite, SEMPRE deixe o bico da mamadeira com leite, não deixe que fique bolhinhas, elas fazem seu bebe ter cólica.
Curiosidade...
- Lembram das mamadeiras antigas? Aquelas com o bico amarelo? Elas são ÓTIMAS, pois esse bico é mais grosso, se assemelha mais ao seio da mãe, e o bebê precisa fazer um bom movimento de sucção para mamar.
- Existem bicos de mamadeira próprio para crianças com lábio leporino, todo bebê merece conforto nesse momento

domingo, 22 de maio de 2011

22

A estreia do blog

Sejam todos muito bem-vindos ao DE MÃES PARA MÃES.

Criamos esse blog com o intuito de termos - na blogosfera - um cantinho para acolhermos mamães em diferentes fases da vida materna, compartilhando experiências, sonhos, emoções, conquistas, dúvidas e muito mais.

Somos 4 autoras. Nos conhecemos num dos, se não for, NO momento mais marcante das nossas vidas: nossa primeira gestação e o nascimento dos nossos primogênitos e primogênitas. Diante da nossa convivência entre tantos anseios e dilemas da maternidade, tropeços e acertos na construção diária da mãe que somos, sempre com o certeiro apoio e carinho das amigas, nos reunimos para construir em conjunto o blog coletivo com dicas e utilidades para as presentes e futuras mamães.

Cada uma terá o seu dia da semana para postar, mas contribuirá também nos demais dias, conforme a inspiração pedir. Aos sábados, teremos convidados mais do que especiais, fazendo do blog um espaço cheio de novidades e diferentes pontos de vista.

Queremos que cada publicação deste blog se torne um gostoso e produtivo bate-papo. Para isso, todos os comentários serão respondidos aqui mesmo no blog, combinado? Ahh, temos também um e-mail: demaesparamaes@gmail.com Por favor, enviem-nos contribuições, relatos de experiências, sugestões de assuntos, indicações de convidados e o que mais quiserem. Receberemos comentários e e-mails com muito carinho.

Sintam-se em casa! Este espaço é seu também!
Um pouquinho sobre nós:

Ana
Sou Ana Claudia de Moura Becker, prof. Ms. em Educação Física para crianças e universitários, mãe do Erik, esposa do Ivens, moro em São José dos Campos-SP e tenho uma gata persa. Com uma inata curiosidade e vontade de aprender (minha mãe que o diga rs) estou aqui compartilhando e compreendendo principalmente às quartas-feiras. Siga a minha trajetória de mãe clicando aqui no meu blog.

Carol
Sou Carol Schmidt, mais conhecida como Carol Liôa, moro em Fortaleza, mãezinha da pequena Clarice, casada (apenas em sentimentos) há 3 anos com Pedro, realizada aos 24 anos ao ter minha pequena princesinha! Vocês me verão por aqui às segundas e se quiser acompanhar o dia a dia dessa mamãe headbanger que mostra que estilo ñ muda carater e que mãe é mãe em qualquer lugar e jeito, é só nos acompanhar aqui

Tati
Sou Tatiane Aline do Carmo e Melo, moro em Belo Horizonte, sou casada há 4 anos com Diego e, em 29 de janeiro de 2011, dei à luz o pequeno Miguel: meu filho, meu anjo, meu amor. E a partir daí passei a me descrever, simplesmente, como A MAMÃE DO MIGUEL. Porque ser mãe desse príncipe é a razão da minha vida. Escrevo por aqui sempre às sextas-feiras. Quer saber mais? Pode me encontrar aqui.

E para começar em grande estilo:

PROMOÇÃO "DE MÃES PARA MÃES"

Para lançamento do blog, vamos presentear as nossas queridas (ou queridos) recentes seguidoras!
Como prêmio, a ganhadora receberá em sua casa uma linda caneca personalizada da empresa Brindando, com a foto que ela escolher. Quem quiser conferir as canecas, dá uma passadinha por lá!

A arte será essa:

Vamos às regrinhas:
- Seguir publicamente o blog De Mães para Mães e o Blog Brindando
- Morar no Brasil
- Enviar e-mail para demaesparamaes@gmail.com, avisando que está participando e informando o seu nome de seguidora e o link das chances extras.

Para ganhar chances extras, você pode:
- Divulgar o blog
- Divulgar a promoção no twitter
- Divulgar a promoção no seu blog
- Divulgar a promoção no facebook

As chances extras só serão aceitas com links diretos para a divulgação!

A promoção começa hoje 22/05 e termina dia 20/06

Boa sorte a todos!

Para refletir e emocionar-se

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isto mesmo!
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder?
Como?
Não é nosso, recordam-se?
Foi apenas um empréstimo."
José Saramago