quinta-feira, 11 de outubro de 2012

12

Não consigo amamentar meu filho! E agora?

Seja uma boa mãe, dê mamar ao seu filho! (HEIM??)
Estive essa semana em um bate papo com o Dr. Leonardo Posternak, na redação da Revista Pais & Filhos, o assunto era a culpa em torno da Amamentação. Estavam comigo outras 8 mães e todas, sem exceção, por algum momento passaram pela cobrança e pela culpa sobre suas escolhas e necessidades referentes à amamentação... Culpa por não conseguir amamentar, por amamentar e sentir dor, por não ter leite suficiente, culpa pela criança comer pouco por ainda mamar no peito, culpa pela amamentação prolongada... culpa, culpa, culpa... E as mães lidam sozinhas com esse sentimento. 
O Dr. Posternak divulgou um artigo que publico aqui na integra sobre a mãe que não consegue amamentar, ele ajuda com o sentimento de "não ser suficiente" que infelizmente acabamos atrelando ao fato da não amamentação. 
Quero deixar claro que esse post NÃO é um incentivo para que as mães não amamentem, longe disso, aliás meu filho tem quase 2 anos e ainda mama no peito, mas é para aliviar as mães que não conseguem amamentar pelos mais diferentes fatores. 

Listas com informações para auxiliar a amamentação você poderá encontrar em diversos sites, inclusive no arquivo do nosso blog, como aqui... Indico também esses grupos de apoio à amamentação, por que sim, é importante e gratificante tentar! Mas se for necessário dar complemento ou não for possível amamentar, esse texto é uma ótima ajuda para mandar a culpa embora e ser a ótima mãe que você é! Amamentando ou não!
Pedro com 15 dias quando precisou tomar complemento,
e adivinhem só: me senti culpada!

Texto retirado do Site da Pais e Filhos e pode ser encontrado aqui!


Amamentar ou não amamentar, eis a questão

Nosso consultor Leonardo Posternak põe em discussão esse assunto tão importante

Que dar de mamar no peito é bom, ninguém discute mais. As muitas e importantes campanhas de aleitamento materno feitas pelos últimos governos e mesmo pela iniciativa privada deixaram isso bem claro. Ainda bem! Informação é tudo: é educação e é assim mesmo que a gente anda pra frente. Uma resolução da Anvisa, publicada como portaria GM 2.051 em 2002, recomenda que as mulheres devem amamentar seus filhos até os 2 anos de idade ou mais. Além disso, sempre com o objetivo de defender o aleitamento, o Ministério da Saúde estabeleceu severas restrições à divulgação de alimentos considerados substitutos do leite materno, incluindo até bicos, chupetas e mamadeiras.

Ninguém aqui quer ser do contra, nem desrespeitar lei nenhuma, muito menos colocar em dúvida as inúmeras e indiscutíveis vantagens do aleitamento, muito pelo contrário. O que queremos, isso sim, e sempre dentro do exercício saudável da democracia, é discutir a rigidez em torno desses prazos – dois anos amamentado, para uma mulher que trabalha, por exemplo, não é bolinho.

Pedimos ao nosso consultor, o pediatra Leonardo Posternak, a sua opinião sobre o assunto. Pensar sobre um tema tão importante, independentemente da conclusão que se chegue, é no mínimo um bom exercício. Afinal, essa talvez seja a primeira grande questão com que uma mulher vá se defrontar na criação do seu filho. Parar para refletir só pode fazer bem.

Em defesa da mãe que não consegue ou não quer dar o peito

“Apesar do espanto que o título produz, sem preconceitos nem patrulhamento ideológico, continue lendo o artigo.

Sou a favor do aleitamento materno. No consultório, no hospital, onde for que fale com uma grávida ou mãe de um bebê, deixo claro as vantagens da amamentação e faço as orientações necessários.

Mas também sou a favor de pensar na mãe como um ser humano, com uma dimensão maior que o simples fato de oferecer ou não o peito a seu filho.

Não aceito a inoculação de culpa, a desqualificação nem a imposição de falsos modelos de “boa mãe” com a intenção de divulgar o aleitamento materno.

Um pouco de história: há mais ou menos 40 anos a medicina infantil foi estimulada a utilizar novas fórmulas de alimentação infantil, com a promessa de um maior aumento de peso nos bebês. Uma enorme maioria das mães foi induzida a usar os leites artificiais. Os motivos apresentados (todos falsos) eram que assim não teriam os “peitos caídos” e que os leites industrializados seriam balanceados e ricos em determinados nutrientes, além de engordar mais o bebê como já foi mencionado.

Criança gordinha e bochechuda sempre foi o objeto de desejo de nossa sociedade.

No começo da minha profissão vi mulheres “secando o leite” na sala de parto. Era a instituição saúde que assim o decidia.

Anos depois (como sempre acontece) com a mesma violência se tentou colocar na marra o bico do seio na doce boca infantil, sem nada perguntar (de novo) à dona do peito.

Chegou-se ao cúmulo de divulgar na mídia uma verdadeira 'pérola no marketing', perigosa e devastadora, que dizia: 'Seja uma boa mãe, dê mamar ao seu filhos'. Claro está que isso acabou produzindo graves conseqüências psicoemocionais nas mulheres que por qualquer motivo não conseguiam, não podiam ou não queriam dar o peito ao bebê. Como ser então uma boa mãe?

O que não podemos jamais esquecer que ante nós está uma mulher sozinha, tensa, regredida, com dúvidas e ambivalente. Fundamentalmente com uma história que pode explicar sua dificuldade ou recusa em amamentar o seu filho.

Até mesmo na política de saúde a ambivalência se faz presente: existe o incentivo ao aleitamento, mas não existe concomitantemente uma fiscalização adequada que faça vigorar a lei que define a presença de creches nos locais de trabalho. Essa incoerência acaba fazendo com que a mulher deva retornar ao trabalho em horário integral (no regime de CLT) sem prosseguir com a amamentação.

Por sorte, com muito esforço e dedicação orientamos, derrubamos mitos e tabus e conseguimos de qualquer jeito estimular o aleitamento materno.

Até aqui tudo maravilhoso! Só cabe uma única e sutil pergunta: o que fazer com as mulheres que apesar de nossa luta e ideais continuam teimando em não amamentar seu filhinho? Criticá-las? Execrá-las? Ou simplesmente queimá-las na fogueira como antigamente se fazia com as acusadas de bruxaria?

Com certeza, peitos grandes e uma boa produção de leite não garantem uma adequada maternidade, com vínculos sadios, se na hora da amamentação a mãe faz crochê  ou assiste TV. Contrariamente se pode conseguir dar muito amor com uma mamadeira oferecida com interesse e dedicação.

Recapitulando, as mães hoje têm alternativas (não tão boas como o peito, já sei!) para alimentar seus filhos. O compromisso do aleitamento deixa de ser uma coisa inevitável e se torna uma escolha consciente, ou inconsciente.

Lembremos que não é verdade que culpar seja cuidar das mães e que elas são muito mais que matrizes e nutrizes. São na realidade facilitadoras da subjetivação (torna-se um sujeito) do filho.

A criança nasce numa instância psíquica chamada de fase oral. Significa que a boca até 2 ou 2 anos e meio é o local mais importante para ela. Tanto para introduzir alimentos em seu organismo quanto para se desvencilhar de tensões que se originam interna ou externamente.

Também foi aprovada em Brasília, em 2002, a lei que obriga a colocar tarjas com avisos do “perigo”em que se constituem as chupetas e mamadeiras para a saúde materno-infantil.

Eu fico muito preocupado com essa situação que parece ser uma compulsão à repetição e só consigo dizer para as mães de ontem, de hoje e de sempre: tente ser a melhor mãe que puder e se conseguir também dê o peito a seu filho. Sem gritos e sem traumas."

12 comentários:

  1. Oi Bru, então eu tive problemas para amamentar também. Logo que a Babi nasceu meu leite não "desceu". E eu não tinha o formato do bico do seio. Chorei muito porque meu sonho era amamentar, e no hospital mesmo ela teve que tomar NAN na seringa!
    Mas depois de 3 dias meu leite desceu, mas o bico não estava formado, sofri para fazer ela conseguir mamar...
    Mas consegui que ela mamasse até os 6 meses.

    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Bru adorei o texto, perfeito!!
    Por aqui estou diminuindo cada vez mais as mamadas do Pedro, e digo que adorei e curti muito amamenta-lo!!

    ResponderExcluir
  3. Quando tive problemas para amamentar Alice, tive a sorte dela ter um pediatra humano, que me disse: "Faça o seu possível." E depois me orientou em como suprir a falta do leite materno com outras atitudes saudáveis na alimentação dela, e a culpa, mandei embora ;)
    bjs
    P.S.: respondi seu comentário lá no blog :) adoro falar, falar, falar sobre assuntos polêmicos.

    ResponderExcluir
  4. Qual o e-mail de contato para falar com vocês?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fabiana, meu e-mail é bgalves@yahoo.com.br
      beijos

      Excluir
  5. Olá, tudo bem?

    Estive lendo os post's do blog e adorei! Tenho um bebê de 2 meses e não consegui amamentá-lo exclusivo, tive q inserir o complemento com 1 mês, fiquei super mal, fiquei deprimida e chorava todos os dias. Todas as vezes q entrava na internet só me deparava com sites e blogs q só aumentava minha culpa, pois bem, resolvi procurar ajuda.Lendo o post "Não consigo amamentar meu filho! E agora? " confesso q me senti aliviada, afinal, eu não era a primeira e nem serei a única que está passando por essa situação. Sabemos dos inúmeros benefícios do leite materno, mas infelizmente, eu não consegui, tentei de tudooo, até tomei remédios e nada. Gostaria q se vc pudesse disponibilizasse pra mim o artigo do Dr Leonardo Posternak sobre o direito de não amamentar, pois o link que vc disponibiliza no blog nos direciona até a revista Pais e Filhos, mas acho q ele foi removido.
    Vc teria como me mandar??

    Ficarei grata,

    Um abraço,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. amei todas essas brincadeiras espero que meu filho de 3 anos se divirta muito legal

      Excluir
    2. Oi, também me senti assim, aconteceu comigo também, meu bebê está na mama e com complemento, conforme orientação da pediatra, ele não estava ganhando peso só como o leite materno.

      Excluir
    3. Oi, também me senti assim, aconteceu comigo também, meu bebê está na mama e com complemento, conforme orientação da pediatra, ele não estava ganhando peso só como o leite materno.

      Excluir
    4. Oi, também me senti assim, aconteceu comigo também, meu bebê está na mama e com complemento, conforme orientação da pediatra, ele não estava ganhando peso só como o leite materno.

      Excluir
  6. É com imenso carinho, que entramos em contato com você, para que
    possamos ser parceiros. Nos interessamos por seu blog e acreditamos
    que será uma parceria de sucesso e vantajosa, para ambas partes.
    Para que conheça um pouco de nossa história:

    A História da loja Ana Giovanna

    Em abril de 2011, há quase 3 anos atrás, lancei meu primeiro blog e
    loja virtual, roupinhasdebebe.org na Internet, através do qual foram
    atendidos mais de 4.500 clientes, do Brasil e do exterior, os quais
    deram-me a satisfação e a alegria de fazer parte da história de suas
    famílias, através de um dos vestidos infantis que confeccionamos.
    Unindo uma equipe de costureiras e modelistas profissionais, através
    do trabalho exclusivamente artesanal, realizado em nossos próprios
    lares, criamos nossas coleções de vestidos para crianças e estendemos
    para outras mães esta alegria que é vestir nossas filhas com vestidinhos
    infantis. Mas o começo de tudo foi a partir da chegada de Giovanna. Minha filha
    nasceu, e um sonho tornou-se realidade. Assim também nasceu Ana
    Giovanna Moda Feminina Infantil.

    Primamos pela excelência em qualidade, acabamento e beleza. Conheça
    nosso novo site: http://www.anagiovanna.com.br/ Aguardamos seu
    contato, caso haja interesse nesta parceria.
    O que desejamos é o banner na página principal e belas resenhas. Oferecemos um lindo vestido de início. Apenas precisa mandar o tamanho do modelo desejado e enviaremos dos modelos que temos disponíveis. Ah, mas não paramos por aí: Ao longo desta parceria teremos muito mais atividades. O que me diz?
    Um grande abraço e muito sucesso!

    Priscila M.
    Responsável Mídias e Parcerias
    parcerias@anagiovanna.com.br

    ResponderExcluir